terça-feira, 4 de novembro de 2008

A RIQUEZA

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A maior riqueza que eu posso deixar aos meus filhos será uma vida regada de bons exemplos.


Espero eu...ehehehehe!



Adorava que toda a minha inteira vida fosse um reflexo na vida deles.


Afirmo sem medo de generalizar: os meus erros de pai poderiam terem-se tornado também em erros dos meus filhos.



Todos quando jovens aprendemos a observar as pessoas mais próximas.



Gestos frequentes são copiados como princípios de vida…



Tentei sempre despertar neles a importância de se sentir amado, aceito e acolhido pelas pessoas.



Daí nunca me desliguei da vida, para que eles nunca se desligassem do amor.



Sinto falta de cenas em que acariciava a cabeça dos meus filhos, beijava-lhes a face e dizia-lhes palavras de carinho aos seus ouvidos.



Se eles não se sentissem amados em casa ficariam carentes.



E como carentes ficariam vulneráveis demais.



Quando crescessem, não teriam conseguido distinguir aquilo que lhes faria bem ou mal.




Enfim, não sei se terei sido, ou melhor, se sou um bom pai, mas mesmo cheio de defeitos, lutei e continuarei a lutar para passar para vocês o melhor de mim.


ADORO-VOS


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terça-feira, 28 de outubro de 2008

SONHOS VENCIDOS em IMAGENS PERDIDAS

O DIFERENTE

Diferente é o que fica com dor quando e onde a alegria impera. Aceita trabalhos que ninguém supõe. Perde horas em coisas que só ele sabe como são importantes. Engorda onde não deve. Diz sempre na hora de calar. Cala nas horas erradas. Não desiste de lutar pela harmonia. Fala de amor no meio da guerra. Deixa o adversário fazer o golo, porque gosta mais de jogar do que de ganhar.
Ele aprendeu a superar o riso, o deboche, o escárnio, e a consciência dolorosa de que a média é má porque é igual.


Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos, engordados, magros demais, cegos, inteligentes em excesso, bons demais para aquele cargo, excepcionais, narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande, de roupas erradas, cheios de espinhas, de mumunha, de malícia ou de baba.


A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os pouco capazes de os sentir e entender.


Nessas moradas estão tesouros da ternura humana dos quais só os diferentes são capazes.


Diferente é o que vê mais longe do que o consenso.


O que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber.


Ele aprendeu a superar o riso, o deboche, o escárnio, e a consciência dolorosa de que a média é má porque é igual.


Diferente é o que se emociona enquanto todos em torno agridem e gargalham.


Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos em hora, momento e lugar errados para os outros.

Que riem de inveja de não serem assim, e de medo de não aguentar, caso um dia venham a ser.


O diferente nunca é um chato. Mas é sempre confundido por pessoas menos sensíveis e avisadas.

Diferente é o que chora onde outros gozam.


Quer onde outros cansam.


O diferente é um ser sempre mais próximo da perfeição.


Concretiza entre sonhadores.

Estuda onde outros emburram.


É o que engorda mais um pouco.


Fala de leite em reunião de bêbados.


Cria onde o hábito cria a rotina.


Sofre onde os outros ganham.


Diferente é o que vê mais longe do que o consenso.



O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações




Só os diferentes mais fortes do que o mundo se transformaram (e se transformam) nos seus grandes modificadores.



A alma dos diferentes é feita de uma luz diferente, mas que nos faz ver onde os outros não vêm
















Não te mexas com o amor de um diferente. A menos que tu sejas suficientemente forte para suportá-lo depois.

SAUDADES


BEM HAJAS