sábado, 18 de outubro de 2008

GRATIDÃO

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O homem quando faz o bem anseia (no mínimo) por um revés da outra pessoa, mesmo que no inconsciente. É "amar e ser amado", a gestão de um amor-próprio cobrar tal acção de revés.






Gratidão tem muitas razões de existir, e por muito que sejamos gratos aos acontecimentos naturais da nossa vida, onde por vezes só o viver já basta para sentir gratidão, tendo em conta as várias ocorrências que se sucedem diariamente neste Mundo cada vez mais em luta, o certo é que por vezes não agradecemos àqueles que mais fizeram por nós tudo o que fizeram e continuam a fazer.





Umas vezes porque não nos achamos na obrigação de, ou porque achamos que aquilo que já demos em troca basta, ou simplesmente porque o tempo e a velocidade a que vivemos a vida não nos permite ter tempo para mostrar essa Gratidão.




Eu acredito perfeitamente que falho, erro, e que por vezes não abraço aqueles que merecem o meu abraço, mas também sei que por vezes dou a quem não pede, abraço quem pensa não precisar, e faço por quem provavelmente até não devia fazer, mas a vida é mesmo isto, e o que importa é que no julgamento final, tenhamos para nós que fizemos no mínimo aquilo que estava ao nosso alcance.





Eu sei que neste jogo do deve e do haver, porque a vida é mesmo isto, de dever e haver, eu devo muito, mas sei que se tiver tempo, tentarei sem exageros compensar aqueles que ao meu lado tem podido desfrutar da vida na sua essência, com um Amor que me é intrínseco á minha maneira de ser.





Sei que por vezes me esquecerei de beijar, abraçar, ou mimar quem mais merece o meu beijo, o meu abraço ou o meu mimo, mas não será nunca por falta de saber o quanto AMO esses seres, mas sim, e talvez, porque posso sempre achar que amanhã também é dia de viver.





Mas como não quero dar mais o tempo como gasto, não quero correr nesta prova de resistência tudo farei para voltar a encontrar o equilíbrio que por ora parecia ter-se querido ausentar da minha vida.





De certa forma restaria uma relação de poderes, como num relacionamento, por mais que não se aceite, existirá sempre alguém comandando e outro obedecendo, gerando um ciclo contínuo (e isto é o amor )



Mas o Amor por mais que queiramos é uma prova única de força …ele tanto mais será digno quanto menos conquistas tiver, mas quando necessário tem de se saber cerrar fileiras e pôr toda nossa potência em novas conquistas…




BEM HAJAM









quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A CONQUISTA

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O grande trunfo da conquista é a determinação inabalável.


Determinação significa saber-se muito bem o que se pretende, onde se quer chegar, como farei para alcançar os meus objectivos e independentemente de qualquer obstáculo, dificuldade, desalinhamento que surja à minha frente, a vontade é tão clara e tão séria que não desisto e, com muita ousadia, transformarei uma aparente impossibilidade numa real oportunidade.




Vê-se por aí muitas vezes a inabilidade nas pessoas se manterem focadas e por consequência a aparente impossibilidade se transforma em real impossibilidade, e tudo isso porque falta determinação.


Então a questão é como entendo a determinação, e como a pratico, pois para se determinar tem de se querer e muito se determinar. Parece um paradoxo,mas não é e as pessoas que me conhecem atestarão se tenho ou não razão.


Quem conquista o que quer que seja é porque quer conquistar.


Nada cai do céu ou simplesmente “nasce numa árvore”. E a persistência é fundamental para que se mantenha a conquista.



O mais interessante é quando se percebe nos outros o sinal da falta de determinação, porque parece simples de perceber, e claro, fica mais fácil apontar os pontos frágeis e que não são assertivos nos outros, mas o mais difícil e pode-se dizer desafiador, é poderes olhar para ti próprio e ver onde falta determinação, persistência, força de vontade.


Este olhar para ti próprio faz-te entender que a palavra é muito mais fácil que a acção.



Então desenhar isso em ti mesmo, faz-nos reflectir sobre o que é preciso entender para se determinar.



No mundo só os determinados avançam.



Porque para estes não bastam os movimentos mornos, ou obrigatórios, e sim os que realmente farão diferença para qualquer resultado que se deseja obter.



A relação entre o que se cria com oportunidades para si mesmo depende do quanto se está realmente “a fim” de fazer acontecer.



Não é errado querer ritmos mais velozes ou mais lentos, não é errado querer fazer todos os dias a mesma coisa ou sempre ser uma surpresa diferente a cada segundo, não é errado querer comprar o seu carro bom e confortável, arranjar uma casa que se sinta nossa…

Depende de cada um e do que cada pessoa ambiciona, mas errado mesmo é criticar o que os outros querem, por ser mais ou menos do que o quê tu queres, ou porque é diferente ou igual ao que tu queres.


Tens de ser referência para ti próprio e pronto.

Foca em te determinares naquilo que queres. Em estar constantemente a conquistar terreno e sob hipótese alguma, não te preocupes se o outro está mais ao norte ou mais ao sul que ti próprio.



Entende qual a direcção que o outro quer levar e vê se está alinhada a ti, ao teu projecto, ao teu caminho.

Se sim alia-te e se não, então é importante que se tome um caminho diferente, para que todos obtenham sucesso dentro do que esperam e querem para si.

Se souberes te determinar, entender bem o que pretendes alcançar e seguir em frente, pode ser que nunca chegues ao final do que queres conquistar, pois parece que quanto mais avanças, mais aumentas a tua vontade de conquistar.



Mas talvez conquistar tenha este significado: manter-se sempre a conquistar.


Então, determina-te a sempre estar em movimento. No teu movimento.