sexta-feira, 3 de outubro de 2008

"SAUDADES" O QUE É ISSO???











E a saudade?

Ela que insiste em existir entrando por nós dentro, como se não fossemos propriedade privada de nós mesmos, ela que chega entra sem bater e não sai. Fica de inquilina e desde quando o inquilino não paga? Salvo os casos em que as pessoas nos passam a perna.

E é assim a saudade, dá-te rasteira e tu nem vês. Pode até ser um sentimento bonito para muitos, mas para mim é a ausência do que de facto é bonito e importa simplesmente, é um sentimento neutro. Nem bonito nem feio, triste. Nem preto nem branco, cinza. Falando assim ela parece o pior dos sentimentos, mas é só um sentimento triste mesmo, para mim, que fique claro. Será que eu sofro dele? Acho que seja bonito? Seria um hipócrita se dissesse tamanho absurdo!!! Não existe um lado bom nisso. O quê?

Acho muita palermice esses versinhos que dizem que se não houvesse distância não existiria saudade, quem disse que é só distância que causa isso? Tenho saudades de coisas que nunca vivi, saudades do passado, presente e futuro que certamente amanhã já será um presente passado. E assim mais uma vez voltarei a observar meu olhar triste diante do espelho pelo simples facto de que a saudade me incomoda? Muito mais do que ciúme ou qualquer outra coisa? Não se tem como ser indiferente a ela. Ou sentes ou não sentes.

Uma pontinha mínima que seja!

Ainda não consegui fugir um décimo dela.

Anseio a liberdade e finde-se a saudade.

Fazem-me falta as nossas conversas.

Deveriam ser tantas as vezes que me perco na procura dos vossos olhares nas pessoas do outro lado da rua, num misto de desespero e ansiedade, mas conformo-me ao sentir que as ruas que percorro não são mais as vossas. Estou mal? Não!!! Deve ser uma defesa…

Precisaria tanto do vosso olhar, de entender no seu brilho as minhas próprias dúvidas!

Adorava tê-los a todos do meu lado…mas egoisticamente aqui…adoro onde estou, onde somos todos formidáveis…

Tenho a melhor Mulher do Mundo… Egoisticamente bela, onde as marcas da idade são facilmente ultrapassadas pela sua sempre jovialidade de espírito e pelas ganas de curtir bem a vida…

Tenho os melhores Filhos do Mundo…Egoisticamente belos, onde as marcas da jovialidade foram endurecidas por este afastamento repentino nas nossas vidas físicas, mas que maduramente sempre apoiaram…

Tenho os melhores Pais do Mundo que estão sempre muito fortes no meu Coração…

Tenho os melhores Manos, Manas, Afins(lol) e Sobrinhos do Mundo que estão em todos os momentos aqui mesmo comigo…Na praia, no trabalho, nas refeições que consigo ter, nas festas que organizo, nas idas ao mercado, nas compras dos peixes e dos mariscos, Na Missa Dominical e seus espectaculares cantares, Nos passeios que organizo e que por vezes não consigo fazer, mas especialmente naquelas fotos que tiro para vos enviar…

Bom e tenho os Maiores Amigos do Mundo…NUNCA me esqueço de vocês…podem crer….Verdade mesmo…de ti mesmo…ou dúvidas…tás no meu coração…tu mesmo…eheheheheh…Acredita que sim, mesmo que não me escrevas nem me telefones….ehehehheehehe


Tenho Saudades Sim



terça-feira, 30 de setembro de 2008

A ESTRADA QUE PARECE CONFUSA NA VIDA

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Cada um de nós caminha pela vida como se fosse um viajante que percorre uma estrada. Há os que vêem margens floridas e os que somente vêem paisagens desertas.


Há os que pisam em macia relva e os que ferem os pés em pedras pontiagudas e espinhos. Há os que viajam em companhias amigas, assinaladas por risos e alegrias.


E há os que caminham com gente indiferente, egoísta e má.


Há os que caminham sozinhos – inclusive crianças - e os que vão em grandes grupos. Há os que viajam com pai e mãe. E os que estão apenas com os irmãos.


Há quem tenha por companhia marido ou mulher. Muitos levam filhos. Outros carregam sobrinhos, primos, tios. Alguns andam apenas com os amigos.


Há quem caminhe com os olhos cheios de lágrimas e há os que se vão sorridentes. Mas, mesmo os que riem, mais adiante poderão chorar. Nessa estrada, nunca se conheceu alguém que a percorresse inteira sem derramar uma lágrima. Pela estrada dessa nossa vida, muitos caminham com seus próprios pés. Outros são carregados por empregados ou parentes. Alguns vão em carros de luxo, outros em veículos bem simples.


E há os que viajam de bicicleta ou a pé.


Há gente branca, negra, amarela. Mas se olharmos a estrada bem do alto, veremos que não dá para distinguir ninguém: todos são iguais.


Há gente magra e gente gorda. Os magros podem ser assim por elegância e dieta ou porque não têm o que comer. Alguns trazem bolsas cheias de comida. Outros levam pedacinhos de pão amanhecido. Muitos gostam de repartir o que têm. Outros dão apenas o que lhes sobra. Mas muita gente da estrada nem olha para os viajantes famintos.


Há pessoas que percorrem a estrada sempre vestidas de seda e cobertas de jóias. Outros vestem farrapos e seguem descalços.


Há crianças, velhos, jovens e casais, mas quase todos olham para lugares diferentes. Uns olham para o próprio umbigo, outros contemplam as estrelas, alguns gostam de espiar os vizinhos para fofocar depois. Uma boa parte conta o dinheiro que leva.


E há os que sonham que um dia todos da estrada serão como irmãos.


Entre os sonhadores há os que se dedicam a dar água e pão, abrigo e remédio aos viajantes que precisam.


Há pessoas cultas na estrada e há gente muito tola. Alguns sabem dizer coisas difíceis e outros nem sabem falar direito.


Em geral, os sabichões não gostam muito da companhia dos analfabetos. O que é certo mesmo é que quase ninguém na estrada está satisfeito.


A maioria dos viajantes acha que o vizinho é mais bonito ou viaja de forma bem mais confortável. É que na longa estrada da vida, esquecemos que a estrada terá fim.


E, quando ela acabar, o que teremos?

Carregaremos, sim, a experiência aprendida durante o tempo de estrada e estaremos muito mais sábios, porque todas as outras pessoas que vimos no caminho nos ensinaram algo. A estrada de nossa existência pode ser bela, simples, rica, tortuosa.

Seja como for, ela é o melhor caminho para o nosso aprendizado. Quando nos apresentaram essa estrada é porque nela se encontram as pessoas e situações mais adequadas para nós.

Assim, vai pela estrada ensolarada.

Procura ver mais flores.

Valoriza os teus companheiros de viajem e não os que de repente aprecem, reparte as provisões com quem tem fome.

Mas, sobretudo, não deixes de caminhar feliz, com o coração em festa, agradecido por terem te dado a chance de percorrer esse caminho de sabedoria.

Mas volta sempre para quem te mais acompanha em toda a tua caminhada nesta estrada que foi e será a nossa…


AMO-TE




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